História da Quinta da Terrincha

Mónica Seixas Pinto

A paixão pelo Douro e o vale da vilariça originou ao chamamento as origens, e fez com que em 2009 a atual administradora, filha dos proprietários da quinta da Terrincha Sr. Guilhermino e Sra. Odete, assumi-se o projeto. Engenheira civil de profissão, colocou mãos a obra com o inicio da recuperação das casas que eram dos trabalhadores, conectando-as assim ao ramo turístico, alargando com o seu dinamismo uma oferta turística diferenciada na vertente rural e valorização do enoturismo, não descoroando toda a envolvente agrícola, altura em que a Quinta da Terrincha tinha cerca de 45 hectares de vinha, e hoje conta com mais do dobro, originando o aumento da produção a cada ano, tendo também a produção de Azeite Biológico, atualmente com cerca de 100 hectares de olival, e produção de queijo de ovelha.

Entre outros projetos já erguidos após a chegada da atual administradora, da Quinta da Terrincha, tais como o salão de eventos, a reconstrução da Casa Mãe e o restaurante, fazem da Terrincha um local de excelência. Com o dom do saber receber, Mónica Seixas Pinto, mãe de Maria e Duarte dedica assim parte da sua vida à Quinta da Terrincha.

A Capela de são João Batista

A Quinta da Terrincha conheceu os seus primórdios antes da formação de Portugal. Acredita-se que reunia todas a condições para ser considerada como Villae Romana, uma vez que apresenta vestígios da romanização, Para além de ter sido ocupada por colonizadores de Roma, a Quinta da Terrincha sofreu influência de outros povos, como Muçulmano, com atividades desde sempre associadas à produção de produtos agrícolas.
Posteriormente à formação de Portugal, a Quinta da Terrincha era uma unidade territorial agrícola administrada pelo Rei, mantendo-se na posse de D.Sancho I até ao Século XV. Foi D. Afonso V que cedeu as terras à nobreza, a Álvaro Pires Machado, que, até então, estavam sob domínio da coroa, como forma de pagamento de serviços que este nobre prestou ao Rei na armada e conquista de Alcácer Quibir, em África. A Quinta da Terrincha, desde esta época, manteve-se em famílias de tradição genealógica importante, com papel ativo na condução da vida nacional e regional.
No fim do século XX, a Quinta da Terrincha encontrava-se em um estado de degradação devido ao seu abandono, observando-se as construções em ruínas e a produção agrícola em claro descuido. Nesta altura, a família Seixas Pinto, atual proprietária, adquiriu a Quinta da Terrincha e, desde então, existe um forte investimento que visa a modernização da propriedade. Atualmente, considerada como uma das mais valiosas quintas da região e país, aproveita toda a sua envolvência e potencialidade, desde a fertilidade do vale da Vilariça até ao ambiente calmo e relaxante, para desenvolver as áreas em que hoje se encontra vinculada: Turismo Rural, Vinicultura, Produção de Azeite, Produção de Queijo, entre outras produções agrícolas que permite a autossustentabilidade da Quinta.

A Capela de Santo António foi erguida segundo os sistemas de construção de templos religiosos (nascente-poente), de modo a demonstrar o esplendor do seu interior pelas horas finais do dia. Trata-se de um edifício que remota ao séc. XIX, mais especificamente ao ano de 1879, com uma planta quadrangular e construção em granito. A Capela de Santo António possui apenas uma entrada, indicando robustez e características de estilo românico. No interior encontra-se um altar simplista em talha dourada e policromada, relativamente ao teto o mesmo é em estrutura de formato maceira, igualmente policromado e com motivos figurativos e vegetalistas. No centro do teto é possível observar uma imagem de São João Batista, o que leva a crer que a denominação da Capela seja referente a esta figura. De salientar ainda, que a capela sofreu uma restauração no ano de 2018, de modo a preservar a arte religiosa.

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